Uma exaustão que não é só física, mas da alma. De tanto pisar em ovos, de medir cada palavra, de se desculpar por ser quem você é. De sentir que, não importa o que você faça, nunca é o suficiente. Você mede cada palavra. Cada gesto. Cada respiração.
Tudo para evitar a próxima explosão de raiva ou, pior, o silêncio cortante que te pune por dias. Ou talvez você já tenha saído fisicamente, mas a pessoa ainda mora dentro da sua cabeça. Você revive cenas, tenta entender onde errou, se culpa por amar demais, por ter ficado, por não conseguir “superar logo”.